Ana Maria Braga recebeu um e-mail de uma mãe que contou detalhes sobre o problema que está enfrentando com a filha. “Isso é uma doença, por isso, trago aqui para um alerta”, ressaltou a apresentadora. O nome deste distúrbio é cutting, que em português significa automutilação.
O programa levantou outros casos de jovens que se cortam devido a uma incapacidade de lidar com seus próprios sentimentos. Em fevereiro de 2009, uma jovem de 26 anos denunciou ter sido vítima de um ataque neonazistas na Suíça, onde morava. Paula chegou a dizer que estava grávida de gêmeos e que teria perdido os bebês e sofrido cortes em várias partes do corpo.
Um dos ícones pop, a cantora Demi Lovato, também teve esse tipo de problema. Ela chegou a ficar três meses internada em uma clínica de reabilitação para tratar uma disfunção alimentar e o hábito de se cortar. A cantora disse que sofreu bullying quando tinha oito anos e começou a ter distúrbios com a alimentação a ponto de cortar os pulsos.
Bullying: a agressão que atinge 31% dos estudantes brasileiros
O repórter Fabrício Battaglini conversou com uma jovem de 21 anos que cursa o terceiro ano de Medicina e preferiu não se identificar. Ela relatou que sofreu abusos sexuais dos seis aos 13 anos por uma pessoa do seu convívio. “Eu me cortava, me batia, me machucava. Queria cobrir uma dor com a outra e foi o que comecei a fazer”, descreveu. Para se autoflagelar, a estudante utilizava diferentes objetos. “O bisturi, que eu tenho por causa da faculdade, faca, cigarro, que eu apago em mim mesma; eu me arranho com as unhas. Sempre acho alguma coisa”, admitiu.
Você sabe a diferença entre tristeza e depressão?
Um corte profundo resultou em uma internação há seis meses e 20 pontos na perna. A jovem procurou ajuda e está tomando remédios e tendo acompanhamento psiquiátrico. “Eu imagino que seja como o alcoolismo. O alcoólatra nunca é ex-alcoólatra, é sempre um alcoólatra. Eu não consigo me imaginar sem o pensamento de me cortar, mas consigo pensar em me controlar”, confessou.
O repórter conversou também com uma jovem de 18 anos que provocou o primeiro corte aos oito, quando os pais estavam se separando. Thais Miguel revelou que sempre se mutilava para esconder o seu nervosismo. “Quando tinha algum problema grave na escola, com as notas ou com relacionamentos”, afirmou. O psiquiatra Álvaro Ancona de Faria, da UNIFESP, explicou que o cutting é uma tentativa de compensar o sofrimento. “Ela descobre um dia se cortando que parece que aquela ansiedade insuportável está diminuindo”, explicou o especialista.
O repórter Fabrício Battaglini conversou com uma jovem de 21 anos que cursa o terceiro ano de Medicina e preferiu não se identificar. Ela relatou que sofreu abusos sexuais dos seis aos 13 anos por uma pessoa do seu convívio. “Eu me cortava, me batia, me machucava. Queria cobrir uma dor com a outra e foi o que comecei a fazer”, descreveu. Para se autoflagelar, a estudante utilizava diferentes objetos. “O bisturi, que eu tenho por causa da faculdade, faca, cigarro, que eu apago em mim mesma; eu me arranho com as unhas. Sempre acho alguma coisa”, admitiu.
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